Sacramento do Batismo (2º Encontro – Segunda Parte)

Batismo de Jesus

Batismo de Jesus

No Antigo Testamento, as primeiras revelações de Deus antes da plenitude dos tempos contêm detalhes extremamente pertinentes para o conceito de Batismo exercido pela Igreja Católica.

Nas primeiras menções do homem descritas no Gênesis, vemos uma narração conotativa do casal primordial, Adão e Eva, que foram submetidos por Deus a uma prova quanto à suas liberdades. Adão e Eva foram tentados pelo Diabo, sendo submetidos ao pecado e escolhendo por si mesmos o destino que iriam seguir. Possuímos exemplos empíricos de que o pecado é algo herdado, e não criado por nós. Nós católicos acreditamos que o Pecado Original é transmitido por herança a cada um de nós, filhos da carne.

No episódio simbólico da Arca de Noé (Gn 6-12), vemos claramente uma família, cujo patriarca é Noé, que vive num mundo desolado, onde a narração diz que a iniquidade e o pecado são rotineiros e em grande quantidade, de forma que, confiando no chamado divino, decidem trabalhar para mudarem seus destinos, construindo a Arca e atravessando as águas que levariam embora o pecado do mundo.

Depois disso, com Moisés (Ex 14), vemos a travessia do Mar Vermelho, onde as águas significavam um rompimento com uma estrutura antiga, onde o Povo Eleito era escravo do faraó, que cometia abusos e adorava falsos deuses. O pecado do paganismo e a escravidão do homem ao pecado são deixados para trás por meio da travessia das águas.

Ainda depois, com Josué (Js 4), podemos nos maravilhar com a narração do sucessos de Moisés guiando o Povo Eleito para que atravessassem o Jordão, deixando para trás 40 anos de purificação no deserto. Isto os torna dignos de deixar o sofrimento para trás e abraçar a Terra Prometida.

Com Adão e Eva, os céus se fecharam para o homem, mas Deus e sua maravilhosa Revelação não deixaram o homem à mercê de um erro primordial. Deus se fez homem para habitar entre nós, e nos transmitir como seríamos salvos sem que, dessa vez, houvesse meios do Diabo estragar tudo.

Batismo Católico

Batismo Católico

Jesus nos ensinou a batizar, seguindo o exemplo de São João Batista, que pregava a conversão, mas deu ao batismo um significado muito mais especial, que é o de tornar o neófito um herdeiro do Reino dos Céus, ou seja, ligá-lo a Deus, por meio da aquisição do Espírito Santo dentro de seus seres. Jesus teve esse privilégio, por ser também Deus, e por ter sido concebido pelo poder do Espírito Santo, e essa graça, por meio d’Ele, pode ser transmitida para todos os demais homens da Terra.

Esse caráter também é reservado às crianças, dentro do catolicismo, pois mesmo Jesus nos disse que as criancinhas deveriam vir até Ele (Lc 18, 16), e acreditamos que nem mesmo as crianças devem ser privadas da graça santificante de serem batizadas.

O próprio Santo Agostinho (354-430) explica bem isto: “As crianças são apresentadas para receber a graça espiritual, não tanto por aqueles que as levam nos braços (embora, também por eles, se são bons fiéis), mas sobretudo pela sociedade espiritual dos santos e dos fiéis. É a Mãe Igreja toda, que está presente nos seus santos, a agir, pois é ela inteira que os gera a todos e a cada um” (Epíst. 98, 5).

A Bíblia dá até indícios de que a Igreja sempre batizou crianças. Na casa do centurião Cornélio (“com toda a sua casa” At 10,1s.24.44.47s); a negociante Lídia de Filipos (At 16, 14), o carcereiro de Filipos (16, 31-33), Crispo de Corinto (At 18, 8); e a família de Estéfanas (1Cor 1, 16).

A matéria do Sacramento do Batismo é a água batismal, sendo a fórmula básica dizer o nome do neófito, seguido de “eu te batizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, derramando três vezes água sobre a cabeça ou imergindo a pessoa.

O ministro formal é o padre, mas nada impede que uma cerimônia de batismo seja ministrada por um diácono e, somente em casos extremos e sem alternativa, qualquer pessoa, mesmo não batizada.

Com isso, o batismo possui um significado especial para nós, e possuímos esse ensejo virtuoso de batizar, a fim de que novos católicos sejam originados e salvos.

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